terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Lição do Fadista e do indiano

No outro dia o meu pai ligou-me desesperado - estava em maré de azar, o cão que o ajuda a pastorear as ovelhas tinha sido envenenado.
Pintava-me um cenário de horror.
Depois de o ouvir, sugeri-lhe que fosse ao hospital veterinário mais próximo, talvez tivesse tratamento.
Hoje deixei o telefone a reparar o ecrã num indiano, informaram-me que estaria pronto duas horas depois - Voltei passadas duas horas. E nada. O indiano por sua iniciativa decidiu levá-lo para um amigo para o reparar. Pânico!
- Amigo quero o meu telefone hoje, tenho que ir para Sines, muitas pessoas para atender, meninos para dar catequese... vou ficar com vida muito enleada.
Indiano: Muitas desculpas senhora. Tudo culpa minha, vou resolver para senhora.
Meteu-se no expresso, foi para Lisboa, e virá ainda hoje para Évora. (Assim espero, porque encontro-me à sua espera)
Conseguem identificar o que de comum têm estas duas histórias? E o porquê de serem duas luzes de dia-a-dia?
O foco. Por vezes centramo-nos só no problema e esquecemo-nos do mais importante, a solução.
Antes de todo um filme de terror que possa passar pela nossa cabeça, ou mesmo depois de passar com o problema que está a acontecer, que nos bloqueia os movimentos e nos impede de agir - que o problema seja a mola e o trampolim que nos empurra para a solução. Passito a passito.
O fadista está melhor e o meu telefone chegará no expresso das 23 horas.




quinta-feira, 23 de novembro de 2017

2 anos de Outro Caminho

Pensei tanto neste post.
O que iria escrever e como iria assinalar esta data. Dois anos.
Sem me expor e sem deixar de ser verdade enquanto escrevo.
Foi na ausência do meu caminho favorito que encontrei este post.
No outro dia ia para Porto Côvo treinar com o Nuno. Já devo ter dito mil vezes que é a aldeia mais bonita do mundo, um dia vou lá ter uma casa, quatro filhos e um cão. (Não necessariamente por esta ordem)
Enquanto não tenho, gosto muito de fazer este caminho, abrir as janelas, sentir o cheiro a mar, a música alta e rir-me sozinha...
Quando me dirigia para lá, deparei-me com a estrada cortada.
Primeira reacção: Fúria.
Depois agradeci, « quando para lá for viver é melhor que a estrada esteja boa».
E cheguei a Porto Côvo por outro caminho, outra entrada, outra vista, outra perspetiva da minha aldeia... e continuou a ser a minha aldeia favorita.
E pensei que foi este o percurso que iniciei há dois anos.
Há dois anos eu estava muito triste por achar que tinha perdido o único caminho possível, sentia-me como num beco sem saída.
E nestes dois anos, com a ajuda da maior, que caminha comigo de mão dada tenho descoberto uma série de caminhos bonitos, ingremes e que me desafiam e que até me fazem zangar e que me têm levado ao melhor de mim, mesmo que tenha mudar a rota.



sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Já sei o melhor do dia de amanhã

Como sabem, este blogue guarda muitos acontecimentos luz de todos os dias que me guiam ao melhor de mim.
Em sintonia com o workshop que fiz no passado dia 12 de Outubro com a Sofia do às 9 no meu blogue, trouxe um exercício que passa por escrever durante 21 dias o melhor de cada dia, por forma a criar um diário de gratidão.
O dia de amanhã, apesar da hora tardia, ainda não aconteceu e, eu sei o que será o melhor do meu dia.
O melhor do meu dia é o casamento da minha querida amiga Margarida.
Amanhã iremos estar todas, juntamente com a sua família querida a celebrar o seu amor e do Pedro. (Mag ainda me lembro quando descobrimos que os nossos pais tinham os nomes iguais e me disseste que o teu cunhado tinha o nome de um sentimento!!! AH!AH!AH!)
Hoje, porque já passa da meia noite sei que o melhor do meu dia vai ser a tua alegria e estar feliz contigo.
No outro dia alguém me dizia se queres saber se um amigo é ou não verdadeiro, não é na dor, é na alegria, aquele que se alegra verdadeiramente com a tua alegria, com o teu sucesso esse é realmente teu amigo.
Por isso sei que aconteça o que acontecer amanhã que já é hoje, o melhor do meu dia é a tua alegria em celebrar o teu amor e do Pedro.



segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Indiferença?! Não Obrigada.

Tenho por hábito percorrer as redes sociais enquanto acordo.
Facebook, Instagram...por aí. Acho piada ás stories e, de quando em vez,
por graça gosto de responder.
Hoje respondi à de uma rapariga que tinha ido nadar, (a uma segunda-feira e logo tão cedo, coragem!!!), respondi com palmas e com as palmas (devia ser do sono), foi um smile com uma lágrima.
Respondeu-me: "Então tristinha? Isso não pode ser - Fiquei a pensar... a pessoa em si não faz parte do meu grupo de amigos. Tão pouco é minha colega de trabalho, ainda para mais é uma pessoa super ocupada... Ainda assim, teve o cuidado de me responder às minhas palmas ensonadas.
Isto veio-me à cabeça várias vezes ao longo do dia.
Porquê?
Por tantas vezes vivermos tão centrados no nosso umbigo e tão indiferentes ao outro.
A indiferença à tristeza do outro.
A indiferença à dor do outro.
A indiferença à perda do outro.
É verdade que não podemos carregar o mundo nas costas, nem resolver tudo, ainda assim, é sempre possível um sorriso, uma palavra, um abraço.
Quantas pessoas que se cruzam connosco e que precisam desse sorriso, desse olhar, dessa palavra que pode e que tantas vezes  faz toda a diferença.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Nunca é tarde

Ontem fiz algo que há muito expectava fazer.
Fui fazer um workshop na Academia às 9 com a Sofia Castro Fernandes (Feliz).
Não irei contar nada sobre o que se lá passou, espero que cada um possa ter oportunidade de ir.
Espero ainda que leiam o que se escreve no às 9 no meu blogue, é verdadeiramente inspirador e anima a romper connosco, com aquilo que não queremos ser ou ter na nossa vida e a ganhar ferramentas para ultrapassar os impossíveis que só existem na nossa cabeça.
O que me inspirou a escrever foram as pessoas que por lá encontrei. Cada uma, traz consigo uma história e um olhar que muito diz  sobre si. Cada uma tão única e tão diferente - como são as pessoas. Idades diferentes, profissões diferentes. E todas com um objectivo comum "busca de ferramentas para ser mais feliz".
Mas engana-se quem  acha que vou falar das ferramentas.
Entre muitas luzes de dia-a-dia, aquela que quero escrever é sobre o tempo.
Por vezes achamos que o tempo é limitador e com isso boicotamo-nos, com a nossa idade que nos limita ou que é demasiado tarde ou demasiado cedo.
Muitas vezes costumo dizer:"Se eu tivesse descoberto este gosto pelo desporto mais cedo, "o que é que eu já corria..."
Mesmo que sejamos uma árvore a correr com raízes vamos sempre a tempo de correr pela melhor versão de nós, aquela que nos fará mais feliz.



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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

SURPRESAS

Desculpem esta ausência.
Prometo que na próxima não vou demorar tanto.
Hoje a luz que trago é me uma luz muito querida. Faz me borboletas só de pensar.
Surpresas.
Esta luz tem algum tempo...
Um dia estava a tomar café com uma amiga, a Fátima, a melhor chinesa do mundo. (E, olhem que eles são muitos!) Mentira. Estávamos a comer um croissant de chocolate, tomar café fica melhor para blogger e o meu pt lê o meu blogue.
Então, implorava-lhe: "Fátima, tu tens rezado por mim. Para que me aconteça isto e aquilo, tu não rezas, reclamava eu..." (Ela é muito rezadora)
Respondeu-me enquanto eu ditadora de Deus reclamava: "Maria, repara uma coisa já pensaste nas melhores coisas e nas melhores pessoas que te aconteceram na vida? Ires para Sines, a amizade de Joana e Tiago, eu, isto e aquilo, lembra-te, foi preciso rezares para que isso acontecesse?
- Não... respondi meio atarantada. Então... as melhores coisas e as melhores pessoas são surpresas que Deus tem para ti sem tu precisares de pedir.
Pode-nos acontecer a todos. Imploramos por pessoas e acontecimentos como verdadeiros ditadorzinhos de Deus não percebemos nem sabemos esperar pelas surpresas que Ele tem preparadas para nós mais à frente.


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Não és perfeita.

Não tens o cabelo perfeito. Não tens o nariz perfeito. Não tens os olhos perfeitos. Não tens a boca perfeita. Não tens a pele perfeita. Não tens as mamas perfeitas. Não tens a barriga perfeita. Não tens os braços perfeitos. Não tens as pernas perfeitas. Não tens os pés perfeitos. Não tens as mãos perfeitas. Não tens as unhas perfeitas. Não és a filha perfeita. Não és a irmã perfeita. Não és a vizinha perfeita. Não és a amiga perfeita. Não és a mãe perfeita. Não és a namorada perfeita. Não és a amante perfeita. Não és a advogada perfeita. Não és: perfeita. E, ainda bem. És real. Aceita-te com erros e fragilidades. De carne e osso.De luz e sombra.